
Os relatórios IFRS S1 e S2 no Brasil se sustentam em documentos que comprovam governança, estratégia, riscos e métricas: atas, políticas, matrizes de risco, planos de transição e memórias de cálculo. Desde a Resolução CVM 244, de 29 de maio de 2026, o relatório é voluntário para companhias abertas, mas quem divulga precisa aderir sem reservas aos pronunciamentos CBPS 01 e 02 e passar por asseguração de auditor independente registrado na CVM.
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Pontos-chave
- A Resolução CVM 244, de 29 de maio de 2026, tornou voluntário o relatório ISSB para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2026, no modelo “pratique ou explique”.
- Quem divulga deve manter o relatório por no mínimo três exercícios consecutivos, com aderência sem reservas ao CBPS e ao ISSB.
- A partir de 1º de janeiro de 2027, quem não divulgar precisa explicar os motivos ao mercado.
- A Resolução CVM 193 fixou asseguração limitada até o exercício de 2025 e razoável a partir de 2026, sempre por auditor independente registrado na CVM.
- Segundo a IFRS Foundation, 40 jurisdições, incluindo o Brasil, usam ou estão adotando as Normas ISSB.
- O CFC aprovou as NBC TDS 01 e 02, alinhadas à IFRS S1 e à IFRS S2, em 17 de outubro de 2024.
- A minuta da NBC TAS 5000, baseada na ISSA 5000, prevê vigência para informações de períodos iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027.
O que são a IFRS S1 e a IFRS S2 e como chegaram ao Brasil?
A IFRS S1 e a IFRS S2 são as duas normas de divulgação de sustentabilidade emitidas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) em junho de 2023. O ISSB foi formado em 3 de novembro de 2021, na COP26, dentro da IFRS Foundation, que também mantém as normas contábeis IFRS.
A IFRS S1 estabelece os requisitos gerais para divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Segundo análise do escritório Trench Rossi Watanabe, a IFRS S1 cobre riscos e oportunidades de sustentabilidade que possam afetar os fluxos de caixa da empresa, o acesso a financiamento ou o custo de capital. A IFRS S2 aplica a mesma lógica aos riscos e oportunidades climáticos, incluindo riscos físicos e de transição.
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O que é o CBPS e quem aprova os pronunciamentos no Brasil?
O CBPS (Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade) é o órgão que traduz e aprova as normas do ISSB para uso no Brasil. O CBPS foi criado pela Resolução CFC 1.670, de 9 de junho de 2022, e publica os pronunciamentos técnicos CBPS 01 (correlato à IFRS S1) e CBPS 02 (correlato à IFRS S2).
A CVM adotou os pronunciamentos pelas Resoluções 217 e 218, de 29 de outubro de 2024. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) os converteu nas NBC TDS 01 e 02, aprovadas em 17 de outubro de 2024; a NBC TDS 02 inclui requisitos setoriais derivados das normas SASB.
O que mudou com a Resolução CVM 244?
A Resolução CVM 244, de 29 de maio de 2026, alterou a Resolução CVM 193, que previa relatório facultativo a partir de 2024 e obrigatório a partir de 2026. Segundo Rodolfo Constantino de Tella, sócio do Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown, o relato passou a ser integralmente voluntário a partir desses exercícios.
O novo regime segue o modelo “pratique ou explique”: a companhia divulga o relatório ou explica ao mercado por que não divulga. Segundo o Demarest Advogados, a Resolução CVM 244 entrou em vigor na publicação e não alterou o conteúdo climático do CBPS 02, que continua tratando de riscos físicos, riscos de transição, oportunidades e emissões de Escopos 1, 2 e 3.
Por que os documentos do relatório ISSB importam mesmo com a adoção voluntária?
O relatório ISSB continua relevante porque o padrão virou linguagem comum do mercado de capitais. Segundo apresentação da IFRS Foundation ao Global Preparers Forum de março de 2026, com dados de 26 de fevereiro de 2026, 40 jurisdições já decidiram usar ou estão adotando as Normas ISSB, e essas jurisdições respondem por perto de 60% do PIB global e por mais de 40% da capitalização de mercado global.
Em junho de 2025, a ESG Today registrava 36 jurisdições, e o Brasil estava entre as 17 do primeiro conjunto de perfis jurisdicionais. Emmanuel Faber, presidente do ISSB, afirmou na época que novas jurisdições aderiam todos os meses.
| Indicador | Valor | Data de referência | Fonte |
|---|---|---|---|
| Jurisdições que usam ou estão adotando as Normas ISSB | 40 | Fevereiro de 2026 | IFRS Foundation |
| Participação dessas jurisdições no PIB global | Perto de 60% | Fevereiro de 2026 | IFRS Foundation |
| Participação na capitalização de mercado global | Mais de 40% | Fevereiro de 2026 | IFRS Foundation |
| Participação nas emissões globais de GEE | Perto de 60% | Fevereiro de 2026 | IFRS Foundation |
| Jurisdições alinhadas às Normas ISSB | 36, sendo 17 com abordagem finalizada | Junho de 2025 | ESG Today |
| Emendas pontuais à IFRS S2 em vigor | Períodos iniciados em ou após 1º/01/2027 | Março de 2026 | IFRS Foundation |
Fonte: IFRS Foundation, 2026; ESG Today, 2025.
Fora da CVM, estatais e sociedades de economia mista continuam obrigadas a divulgar relatório integrado ou de sustentabilidade pela Lei 13.303/2016, segundo o Colégio Notarial do Brasil, Seção São Paulo.
Para quem divulga, o regime voluntário não reduz a exigência documental: a companhia assume três exercícios com asseguração externa, e cada número publicado precisa resistir ao exame de um auditor.
O que a CVM e o CFC exigem de quem divulga o relatório IFRS S1 e S2?
A companhia aberta que divulga o relatório de sustentabilidade precisa cumprir quatro grupos de exigências: aderência às normas, prazo de entrega, permanência mínima e asseguração. A Resolução CVM 193, no parágrafo único do art. 3º, exige declarar “de forma explícita e sem reservas a aderência às normas emitidas pelo ISSB”, e a Resolução CVM 244 estendeu essa declaração aos pronunciamentos do CBPS.
O art. 4º da Resolução CVM 193 fixa periodicidade mínima igual à das demonstrações financeiras de encerramento do exercício, e o art. 5º, na redação da Resolução CVM 219, define os prazos de entrega.
A asseguração é a exigência que mais pesa sobre os documentos. O art. 6º da Resolução CVM 193 determina que o relatório seja assegurado por auditor independente registrado na CVM, conforme normas do CFC, com asseguração limitada até o exercício de 2025 e asseguração razoável a partir dos exercícios iniciados em ou após 1º de janeiro de 2026. Segundo o Demarest, a Resolução CVM 244 manteve esses níveis para quem divulga.
| Exigência | Regra | Prazo ou vigência | Responsável |
|---|---|---|---|
| Aderência às normas | Declaração explícita e sem reservas ao CBPS e ao ISSB | Em todo relatório divulgado | Administração da companhia |
| Entrega no primeiro ano | Mesma data do Formulário de Referência | Primeiro exercício divulgado | Relações com investidores |
| Entrega a partir do segundo ano | Até 3 meses do encerramento ou data das demonstrações financeiras, o que vier primeiro | Exercícios seguintes | Relações com investidores |
| Permanência mínima | Publicação por no mínimo três exercícios consecutivos | Desde a primeira divulgação | Conselho e diretoria |
| Asseguração | Auditor independente registrado na CVM; limitada até 2025 e razoável a partir de 2026 | Cada relatório | Auditor independente |
| Comunicado de não divulgação | Comunicado fundamentado ao mercado | A partir de 1º/01/2027, até o arquivamento das demonstrações financeiras | Relações com investidores |
Fonte: elaboração própria com base nas Resoluções CVM 193/2023 e 244/2026, Mayer Brown (2026) e Demarest (2026).
No lado da profissão contábil, a Resolução CFC 1.710, de 25 de outubro de 2023, criou as NBC TDS para divulgação e as NBC TAS para asseguração. Zulmir Breda, coordenador de Operações do CBPS, classificou a resolução como “um importante passo para a adoção no Brasil das normas de divulgação de sustentabilidade”.
Quais documentos sustentam cada pilar do relatório IFRS S1 e S2?
Os documentos que sustentam o relatório IFRS S1 e S2 são as evidências internas que provam cada afirmação publicada em governança, estratégia, gestão de riscos e métricas. O Guia de Aplicação das Normas de Sustentabilidade do CRCSP, de novembro de 2024, descreve o conteúdo de cada pilar, e esse conteúdo indica quais registros o auditor vai pedir. Na prática, é montar um dossiê documental com índice, versões e responsáveis.
Que documentos comprovam a governança de sustentabilidade?
A governança exige identificar os órgãos responsáveis pela supervisão de riscos climáticos, suas competências e a frequência das reuniões, segundo o guia do CRCSP. Os documentos que comprovam esse pilar são o estatuto social, os regimentos do conselho de administração e dos comitês, as atas de reunião com pauta de sustentabilidade, as políticas aprovadas e os currículos ou registros de capacitação que demonstram a competência dos membros.
A remuneração executiva ligada a metas climáticas também entra no relatório, e por isso a política de remuneração e as atas que aprovam metas de bônus precisam estar no dossiê. Reunião declarada sem ata assinada é afirmação sem prova.
Que documentos comprovam a estratégia e o plano de transição?
A estratégia exige identificar riscos e oportunidades de curto e longo prazo, seus efeitos no modelo de negócios e na cadeia de valor, o plano de transição, a quantificação de impactos financeiros e a resiliência da estratégia, avaliada com análise de cenários que inclui um cenário de 2°C ou menos, segundo o CRCSP. Os documentos de apoio são o plano estratégico aprovado, o plano de transição climática, os estudos de análise de cenários com premissas e fontes, e as projeções financeiras que quantificam os efeitos.
O ponto sensível da estratégia é a conectividade com as demonstrações financeiras: ativo exposto a risco físico precisa ser coerente com provisões e notas explicativas.
Que documentos comprovam a gestão de riscos?
A gestão de riscos exige descrever os processos de identificação, avaliação, priorização e monitoramento dos riscos de sustentabilidade, além dos dados e parâmetros usados e de sua evolução ao longo do tempo, segundo o CRCSP. As evidências são a política de gestão de riscos, a matriz de riscos com os critérios de probabilidade e impacto, os registros das revisões periódicas e os relatórios de monitoramento enviados à diretoria e ao conselho.
A integração com o gerenciamento de riscos corporativos precisa aparecer em documento. Se a matriz climática vive numa planilha isolada da área de sustentabilidade, sem passagem pelo comitê de riscos, a afirmação de integração fica sem prova. Essa disciplina é a base do compliance documental.
Que documentos comprovam métricas e metas?
Métricas e metas exigem divulgar emissões de GEE pelo GHG Protocol nos Escopos 1, 2 e 3, exposição a riscos, alocação de capital, preço interno de carbono, remuneração ligada ao clima e o progresso de metas quantitativas e qualitativas, segundo o CRCSP. Além do inventário de emissões, entram relatórios de capex, registros de preço interno de carbono e as metas aprovadas.
As licenças, autorizações e condicionantes ambientais também alimentam o relatório quando sustentam riscos ou métricas de operação. Manter esses documentos válidos é um trabalho contínuo de validação de documentos de conformidade ambiental, com controle de vencimento.
Como as empresas montam o relatório de sustentabilidade hoje e onde o processo falha?
O relatório de sustentabilidade costuma ser montado pela área de sustentabilidade ou de relações com investidores a partir de questionários respondidos por várias áreas com planilhas, PDFs e e-mails, e o pacote de evidências é reunido depois do texto pronto.
Com aderência sem reservas ao CBPS e asseguração por auditor registrado na CVM, o relatório passa a ser informação financeira, e o processo manual mostra seus limites:
- A evidência chega depois do texto: o redator publica a afirmação e só então procura a ata, a política ou a planilha que a comprova, e às vezes o documento não existe.
- As versões se multiplicam: a mesma planilha de métricas circula por e-mail em várias versões, e ninguém sabe qual alimentou o número publicado.
- Documentos de terceiros vencem sem aviso: licenças, certificados e laudos de fornecedores perdem a validade no meio do exercício e o relatório cita um documento expirado.
- Assinaturas e aprovações ficam incompletas: atas sem assinatura, políticas sem registro de aprovação e planos sem data enfraquecem a governança declarada.
- A conferência é feita por amostragem: divergências entre o PDF e o número digitado passam.
O resultado aparece na asseguração: quanto mais o auditor precisa reconstruir a origem de cada dado, maior o custo e o prazo do trabalho.
Como organizar os documentos do relatório IFRS S1 e S2 passo a passo?
Organizar os documentos do relatório IFRS S1 e S2 significa ligar cada parágrafo e cada número do relatório a uma evidência rastreável antes da redação final.
- Decida e registre a opção da companhia. Leve ao conselho a decisão entre divulgar ou explicar, com base no regime da Resolução CVM 244. Guarde a ata, que também fundamenta um eventual comunicado de não divulgação.
- Mapeie as exigências do CBPS 01 e do CBPS 02 por pilar. Transforme cada requisito de divulgação em uma linha de controle com o documento esperado, a área dona e a data de corte.
- Defina um repositório único com regra de nomenclatura. Centralize atas, políticas, matrizes, planos e memórias de cálculo em um só ambiente, com nome padronizado por pilar, exercício e versão.
- Colete os documentos de terceiros com controle de validade. Peça a fornecedores e unidades licenças, certificados, laudos e declarações em um canal próprio, com conferência de data de emissão, vencimento e emissor.
- Valide o conteúdo de cada documento antes de usá-lo. Confira assinaturas, datas, aprovações e coerência entre o valor no documento e o valor na planilha de consolidação. Documento que não passa na conferência volta para a área responsável antes de virar texto.
- Amarre as métricas à contabilidade. Para cada valor financeiro do relatório, aponte a conta contábil, o relatório gerencial ou a nota explicativa de origem.
- Monte o pacote de asseguração antes do texto final. Entregue ao auditor um índice que relaciona cada afirmação do relatório à evidência e à versão usada.
- Revise e arquive para os três exercícios. Depois da entrega, congele a versão final das evidências e registre as premissas que mudarão no ano seguinte. Os três exercícios mínimos exigem comparabilidade.
Como comparar as formas de controlar as evidências do relatório de sustentabilidade?
As formas de controlar as evidências do relatório de sustentabilidade vão da pasta compartilhada à plataforma com validação automática. Com asseguração razoável, a trilha de auditoria pesa mais do que a velocidade de redação.
| Critério | Pastas e e-mail | Planilha de controle | Software de relato ESG | Validação documental com IA |
|---|---|---|---|---|
| Rastreabilidade do número até o documento | Baixa, depende de memória da equipe | Média, com links manuais | Alta para dados digitados no sistema | Alta, com dado extraído do próprio documento |
| Controle de versão | Inexistente | Manual | Nativo para dados do sistema | Registro de cada envio e validação |
| Conferência de assinatura, data e emissor | Manual, por amostragem | Manual, por amostragem | Geralmente fora do escopo | Automática, com regras por tipo de documento |
| Documentos de terceiros e vencimentos | Sem alerta | Alerta só se alguém atualizar | Varia por fornecedor | Recebimento com validação e alerta de vencimento |
| Esforço na asseguração | Alto | Alto a médio | Médio | Menor, com pacote de evidências indexado |
Fonte: elaboração própria com base nos requisitos das Resoluções CVM 193/2023 e 244/2026 e da minuta da NBC TAS 5000 (CFC, 2025).
Os modelos não se excluem: o software de relato ESG organiza indicadores, e a validação documental confere se o documento que sustenta cada indicador é autêntico, válido e coerente.
Quais erros mais comprometem a asseguração do relatório IFRS S1 e S2?
Os erros que mais comprometem a asseguração do relatório IFRS S1 e S2 são falhas de documentação. A NBC TAS 5000, na minuta posta em audiência pelo CFC, define que na asseguração limitada o nível de segurança é substancialmente menor do que na razoável; a asseguração razoável aprofunda os testes sobre cada evidência.
- Declarar aderência sem reservas sem cumprir todos os requisitos: a Resolução CVM 193 exige declaração explícita, e uma lacuna descoberta pelo auditor gera ressalva ou obriga a refazer o relatório.
- Publicar governança que as atas não comprovam: frequência de reuniões, competências e supervisão declaradas sem registro formal ficam sem evidência e enfraquecem todo o pilar.
- Usar análise de cenários sem premissas documentadas: o cenário de 2°C ou menos sem fonte, data e parâmetros registrados não permite ao auditor refazer a conclusão sobre resiliência.
- Citar documentos de terceiros vencidos: licença, certificado ou laudo expirado na data de referência transforma uma afirmação de conformidade em informação incorreta.
- Desconectar valores financeiros da contabilidade: impacto financeiro sem ligação com contas e notas explicativas contradiz a lógica da IFRS S1 de informação financeira relacionada à sustentabilidade.
- Abandonar o relatório antes de três exercícios: a Resolução CVM 244 exige permanência mínima, e a saída fora da regra expõe a companhia a questionamento regulatório.
Como a Dynadok apoia a gestão documental do relatório de sustentabilidade?
A Dynadok é uma plataforma de inteligência artificial que identifica, extrai e valida documentos em vários formatos e layouts, de imagens a PDFs, e aplica checklists e regras próprias a cada tipo de documento. No relatório IFRS S1 e S2, a Dynadok atua na camada de evidências: confere atas, políticas, licenças, certificados e laudos antes que eles sustentem uma afirmação publicada.
A plataforma cruza informações entre documentos, o que permite verificar se a data, o emissor e o valor de um documento batem com a planilha de consolidação. A Dynadok também recebe documentos de terceiros, valida em tempo real, avisa sobre não conformidades e lembra o fornecedor antes do vencimento, além de emitir ou consultar 27 documentos e registros em fontes oficiais, como Receita Federal, TST e IBAMA.
A integração via API leva o resultado de cada validação aos sistemas da empresa. A Dynadok “reduz até 95% do tempo gasto com validação manual”, segundo a Dynadok, e a empresa declara validações até 10 vezes mais rápidas.
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Perguntas frequentes sobre IFRS S1 e S2 no Brasil
O relatório IFRS S1 e S2 é obrigatório no Brasil em 2026?
Não para companhias abertas em geral. A Resolução CVM 244, de 29 de maio de 2026, tornou o relatório voluntário para exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 2026. Quem não divulgar explica a decisão ao mercado a partir de 2027.
O que significa o modelo pratique ou explique da CVM?
O modelo pratique ou explique permite que a companhia aberta escolha entre divulgar o relatório de sustentabilidade pelos padrões CBPS e ISSB ou publicar comunicado fundamentado explicando por que não divulga. A Resolução CVM 244 adotou esse modelo.
Qual a diferença entre IFRS S1 e IFRS S2?
A IFRS S1 traz os requisitos gerais para divulgar riscos e oportunidades de sustentabilidade que afetam fluxos de caixa, financiamento ou custo de capital. A IFRS S2 trata especificamente de riscos e oportunidades climáticos, incluindo riscos físicos, de transição e emissões nos Escopos 1, 2 e 3.
O que são CBPS 01 e CBPS 02?
CBPS 01 e CBPS 02 são os pronunciamentos técnicos do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade correlatos à IFRS S1 e à IFRS S2. A CVM os adotou pelas Resoluções 217 e 218, de 29 de outubro de 2024, e quem divulga o relatório precisa segui-los.
O que são as NBC TDS 01 e 02?
As NBC TDS 01 e 02 são Normas Brasileiras de Contabilidade aprovadas pelo CFC em 17 de outubro de 2024, alinhadas à IFRS S1 e à IFRS S2. Segundo a Resolução CFC 1.710/2023, as NBC TDS valem sempre que a entidade divulgar um Relatório de Informações de Sustentabilidade a partir de 2026.
Quem pode assegurar o relatório de sustentabilidade de companhia aberta?
Somente auditor independente registrado na CVM pode assegurar o relatório de sustentabilidade de companhia aberta, conforme o art. 6º da Resolução CVM 193. O trabalho segue as normas de asseguração do CFC.
Qual a diferença entre asseguração limitada e razoável?
A asseguração limitada oferece nível de segurança substancialmente menor, com procedimentos de natureza, época e extensão menores, segundo a minuta da NBC TAS 5000. A Resolução CVM 193 prevê limitada até 2025 e razoável a partir de 2026.
O que é a NBC TAS 5000?
A NBC TAS 5000 é a minuta de norma do CFC para asseguração de relatórios de sustentabilidade, relato integrado e correlatos, elaborada conforme a ISSA 5000. A audiência pública terminou em 1º de dezembro de 2025, com vigência proposta para períodos iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027.
Por quanto tempo a empresa precisa manter o relatório depois de começar?
A companhia aberta que optar por divulgar precisa manter o relatório por no mínimo três exercícios consecutivos, segundo a Resolução CVM 244. Para parar, ela deve avisar o mercado até a entrega das demonstrações financeiras do exercício imediatamente anterior ao primeiro ano sem publicação.
Qual o prazo de entrega do relatório de sustentabilidade à CVM?
No primeiro exercício, o relatório é entregue na mesma data do Formulário de Referência. A partir do segundo exercício, o prazo é de até três meses do encerramento do exercício ou a data de envio das demonstrações financeiras, o que ocorrer primeiro, conforme o art. 5º da Resolução CVM 193.
Estatais também ficaram livres do relatório de sustentabilidade?
Não. Segundo o Colégio Notarial do Brasil, Seção São Paulo, empresas estatais e sociedades de economia mista continuam obrigadas pela Lei 13.303/2016 a divulgar anualmente relatório integrado ou de sustentabilidade. A Resolução CVM 244 tratou do regime das companhias abertas na CVM.
Empresas de menor porte precisam divulgar o relatório ISSB?
Empresas de menor porte enquadradas no Regime Fácil, criado pela Resolução CVM 232/2025, mantêm a dispensa do relatório. Segundo o Demarest Advogados, a Resolução CVM 244 não alterou essa dispensa.
A obrigatoriedade do relatório ISSB pode voltar?
A obrigatoriedade pode voltar por nova decisão da CVM. Segundo o Colégio Notarial do Brasil, Seção São Paulo, o CFC sugeriu ao Ministério da Fazenda aplicar o modelo voluntário em 2026 e 2027 e retomar a obrigatoriedade para companhias abertas a partir de 2028.
Quantos países adotam as normas do ISSB?
Segundo a IFRS Foundation, 40 jurisdições já decidiram usar ou estão adotando as Normas ISSB, com dados de fevereiro de 2026. Elas representam perto de 60% do PIB global, e o Brasil integra a lista.
O inventário de emissões basta para cumprir a IFRS S2?
Não. O inventário de emissões de GEE atende parte do pilar de métricas e metas da IFRS S2. A norma também exige governança, estratégia com análise de cenários, plano de transição, gestão de riscos, alocação de capital, preço interno de carbono e remuneração ligada ao clima, cada item com documento próprio.
Quais documentos o auditor pede para comprovar a governança?
Para comprovar a governança, o auditor pede estatuto social, regimentos do conselho e dos comitês, atas de reuniões com pauta de sustentabilidade, políticas aprovadas, política de remuneração e registros de competência dos membros.
A IFRS S2 mudou depois de publicada?
Sim. A IFRS Foundation informou emendas pontuais à IFRS S2 sobre emissões de Escopo 3 categoria 15, classificação de emissões financiadas e método de medição de emissões. As emendas valem para períodos iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, com aplicação antecipada permitida.
O relatório de sustentabilidade precisa conversar com as demonstrações financeiras?
Sim. A Resolução CVM 193 exige periodicidade mínima igual à das demonstrações financeiras de encerramento do exercício, e a IFRS S1 trata de informação financeira relacionada à sustentabilidade. Valores de impacto financeiro devem bater com contas e notas explicativas.
A IA pode montar o relatório de sustentabilidade sozinha?
Não. A IA de validação documental confere documentos, extrai dados e aponta divergências, mas o julgamento de materialidade, a análise de cenários e a aprovação do relatório cabem à administração da companhia.
Como a Dynadok ajuda na preparação do relatório IFRS S1 e S2?
A Dynadok valida as evidências do relatório: extrai dados de atas, licenças, certificados e laudos, confere assinaturas, datas e emissores e alerta vencimentos de documentos de terceiros. Segundo a Dynadok, a plataforma reduz até 95% do tempo gasto com validação manual.
Conclusão
A Resolução CVM 244 tornou voluntário o relatório IFRS S1 e S2 para companhias abertas, mas quem divulga assume compromisso de três exercícios, aderência sem reservas ao CBPS e asseguração por auditor registrado na CVM, em um padrão já adotado por 40 jurisdições, segundo a IFRS Foundation. O relatório só se sustenta quando cada afirmação aponta para um documento válido, assinado e versionado. Para organizar e validar essas evidências antes da asseguração, solicite uma demonstração da Dynadok.
Como citar este artigo
ABNT: DYNADOK. IFRS S1 e S2 no Brasil: documentos que sustentam relatórios de sustentabilidade. Blog Dynadok, 16 out. 2026. Disponível em: https://blog.dynadok.com/meio-ambiente/ifrs-s1-s2-documentos/. Acesso em: 16 out. 2026.
APA: Dynadok. (2026, 16 de outubro). IFRS S1 e S2 no Brasil: documentos que sustentam relatórios de sustentabilidade. Blog Dynadok. https://blog.dynadok.com/meio-ambiente/ifrs-s1-s2-documentos/
Referências
COLÉGIO NOTARIAL DO BRASIL. Seção São Paulo. CVM torna voluntária a apresentação de relatórios de sustentabilidade. CNB/SP, 7 jul. 2026. Disponível em: https://cnbsp.org.br/?p=62748. Acesso em: 16 out. 2026.
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Resolução CVM nº 193, de 20 de outubro de 2023. Rio de Janeiro: CVM, 2023. Disponível em: https://data.sbfnetwork.org/sites/default/files/survey-attachments/2025-05/resol193_0.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC aprova resolução para a adoção das normas aos padrões internacionais de preparação e asseguração de relatórios de sustentabilidade. Brasília: CFC, 25 out. 2023. Disponível em: https://cfc.org.br/noticias/cfc-aprova-resolucao-para-a-adocao-das-normas-aos-padroes-internacionais-de-preparacao-e-asseguracao-de-relatorios-de-sustentabilidade/. Acesso em: 16 out. 2026.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. CFC disponibiliza mais uma norma de sustentabilidade em audiência pública. Brasília: CFC, 10 nov. 2025. Disponível em: https://cfc.org.br/noticias/cfc-disponibiliza-mais-uma-norma-de-sustentabilidade-em-audiencia-publica/. Acesso em: 16 out. 2026.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Minuta da NBC TAS 5000: asseguração de relatórios de sustentabilidade, relato integrado e correlatos. Participa + Brasil, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/participamaisbrasil/nbctas50001. Acesso em: 16 out. 2026.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Pioneirismo: CFC aprova Normas Brasileiras de Contabilidade sobre sustentabilidade. Brasília: CFC, 17 out. 2024. Disponível em: https://cfc.org.br/noticias/pioneirismo-cfc-aprova-normas-brasileiras-de-contabilidade-de-asseguracao-de-sustentabilidade/. Acesso em: 16 out. 2026.
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Guia de aplicação das normas de sustentabilidade. São Paulo: CRCSP, nov. 2024. Disponível em: https://crcsp.org.br/portal/publicacoes/documentos/guia-de-normas-de-sustentabilidade.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
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DYNADOK. Validação documental com IA. Dynadok, 2026. Disponível em: https://dynadok.com. Acesso em: 16 out. 2026.
IFRS FOUNDATION. ISSB update: Global Preparers Forum, agenda paper 1B. Londres: IFRS Foundation, mar. 2026. Disponível em: https://www.ifrs.org/content/dam/ifrs/meetings/2026/march/gpf/ap1b-issb-update.pdf. Acesso em: 16 out. 2026.
SEGAL, Mark. IFRS says 36 jurisdictions are moving towards using ISSB sustainability reporting standards. ESG Today, 12 jun. 2025. Disponível em: https://www.esgtoday.com/?p=20661. Acesso em: 16 out. 2026.
TELLA, Rodolfo Constantino de. CVM torna facultativa a divulgação de reportes financeiros relacionados à sustentabilidade (IFRS S1 e S2) para as companhias abertas. Mayer Brown, 1 jun. 2026. Disponível em: https://www.mayerbrown.com/de/insights/publications/2026/06/copy-of-cvm-torna-facultativa-a-divulgacao-de-reportes-financeiros-relacionados-a-sustentabilidade-ifrs-s1-e-s2-para-as-companhias-abertas. Acesso em: 16 out. 2026.
TRENCH ROSSI WATANABE. New CVM resolutions on the disclosure of sustainability and climate information are published. Trench Rossi Watanabe, 25 nov. 2024. Disponível em: https://www.trenchrossi.com/en/legal-alerts/new-cvm-resolutions-on-the-disclosure-of-sustainability-and-climate-information-are-published/. Acesso em: 16 out. 2026.
Calculadora de ROI da Validação Documental com IA
Use a calculadora de ROI da Dynadok: ajuste 3 dados da sua operação e veja, na hora, quanto a conferência manual custa hoje — e quanto volta ao seu caixa com a validação documental com IA.
Dados da operação
Esses 3 dados descrevem como funciona a sua conferência de documentos hoje — é com eles que calculamos o custo atual da operação e a economia ao automatizar com IA. Não precisa ser exato: uma boa estimativa já gera um resultado confiável.
Considere o volume mensal de páginas que sua equipe precisa receber, organizar, conferir, validar e atualizar nos sistemas. Não sabe o total? Estime: documentos recebidos no mês × média de páginas por documento.
Processa 100 mil páginas ou mais por mês? Converse com um especialista para um plano sob medida.
Inclua o ciclo completo: abrir o documento, extrair dados, conferir regras, registrar o resultado e devolver pendências. Estudos de mercado apontam de 3 a 10 minutos por página — se nunca mediu, mantenha os 5 min, uma média conservadora.
Digite apenas o salário mensal de quem confere esses documentos hoje (ex.: analista, assistente administrativo), sem encargos. A calculadora acrescenta sozinha os encargos e benefícios, multiplicando por 1,7 — aproximadamente o custo real de um funcionário para a empresa.
O resultado é gerado depois do cálculo e atualizado sempre que você mudar os dados.
Você mudou os dados. Clique em Recalcular para atualizar o resultado.
O resultado da sua calculadora de ROI aparece aqui
Ajuste os dados da operação e clique em “Calcular minha economia” para ver uma prévia feita com os números do seu cenário.
Identificamos
alto potencial de economia
mais barato por mês que a operação manual
Estimativa de R$ 526.400 de volta ao seu caixa por ano
Libere o resultado completo
Preencha seus dados para ver a economia mensal em reais, o comparativo de custos e as horas liberadas na sua equipe.
Seus dados ficam seguros. Um especialista da Dynadok pode entrar em contato para ajudar na sua análise.
Economia anual estimada
Equivale a R$ 43.867 por mês
Estimativa conservadoraROI estimado (mensal)
A cada R$ 1 investido no plano, cerca de R$ 4,43 deixam de ser gastos na operação manual.
Redução do custo operacional
Você deixa de gastar cerca de 8 de cada 10 reais que o trabalho mecânico de conferência consome hoje.
Sua operação manual ESTIMADA hoje
Com um tempo médio de 5 minutos por página, um profissional valida cerca de 12 páginas por hora. Em uma jornada de 7 horas, são 84 páginas por dia — e, em 20 dias úteis, cerca de 1.680 páginas por mês. Como sua operação processa 20.000 páginas por mês, o volume equivale ao trabalho de aproximadamente 12 profissionais. Nesta avaliação, consideramos que cerca de 80% desse esforço é trabalho operacional mecânico — o equivalente a 10 profissionais e 1.333 horas por mês. São esses números que usamos em todo o resultado.
Com a Dynadok, todo o trabalho operacional — mecânico, repetitivo e manual — passa a ser feito pela IA. Isso libera cerca de 80% do time para outras frentes; os demais deixam a conferência página a página e passam a atuar apenas na validação final e no tratamento de exceções.
Comparativo de custos
O que você libera com a Dynadok
Ganhos além da economia
A redução de custo é só uma parte. Validar documentos com a IA da Dynadok também transforma a operação:
O que hoje leva horas passa a ser feito em minutos ou segundos, acelerando a resposta ao seu cliente.
Regras claras e validações automatizadas reduzem erros em tarefas repetitivas e não conformidades.
Valide grandes volumes, em qualquer formato ou layout, sem aumentar o time na mesma proporção.
Sua equipe sai das tarefas manuais e passa a cuidar de análises e decisões que fazem o negócio crescer.
Estimativa ilustrativa da calculadora de ROI. Jornada de 7 h/dia em 20 dias úteis (140 h/mês) por profissional e fator de provisão de 1,7 sobre o salário base. A economia compara o custo da mão de obra dedicada ao trabalho mecânico de conferência (cerca de 80% do esforço total; os demais profissionais seguem na validação final e em exceções) com o custo do plano Dynadok para o mesmo volume de páginas.
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