Validar uma certidão de casamento com IA significa ler o documento, extrair a matrícula de 32 dígitos, os nomes antes e depois do casamento, o regime de bens e as averbações, e cruzar esses dados com o cadastro e os demais documentos da pessoa em segundos. A conferência automática confirma o estado civil exigido em crédito imobiliário, inclusão de cônjuge em planos e benefícios e cadastros sujeitos a fraude.
Pontos-chave
- Toda certidão de casamento emitida no Brasil traz uma matrícula que identifica o cartório, o acervo, o tipo de livro, o número do livro, a folha, o termo e o dígito verificador, conforme o art. 2º do Provimento CNJ nº 63/2017.
- A matrícula tem 32 dígitos, e o dígito 2 na posição 15 indica o Livro B, de casamento, segundo a cartilha da Corregedoria Nacional de Justiça.
- O Brasil registrou 948.925 casamentos civis em 2024, alta de 0,9% sobre 2023, segundo o IBGE.
- Sem pacto antenupcial, vale o regime da comunhão parcial de bens, pelo art. 1.640 do Código Civil.
- Desde a Lei 14.382/2022, o sobrenome do cônjuge pode ser incluído ou excluído direto no cartório, durante o casamento, o que gera averbação na certidão.
- A Serasa Experian contou 2,8 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026, uma a cada 5,5 segundos.
O que é a certidão de casamento e o que ela prova?
A certidão de casamento é o documento emitido pelo Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais que reproduz o assento de casamento lavrado no Livro B. A certidão de casamento prova que duas pessoas estão casadas, desde quando, sob qual regime de bens e com quais nomes passaram a assinar. Por isso a certidão de casamento é o documento padrão para comprovar o estado civil de casado.
O conteúdo do assento está definido no art. 70 da Lei 6.015/1973, a Lei de Registros Públicos. O assento de casamento traz os nomes, a nacionalidade, a naturalidade e a data de nascimento dos cônjuges, o regime do casamento com a data e o cartório do pacto antenupcial, quando houver, e o nome que o cônjuge passa a ter em virtude do casamento. A certidão reproduz esses campos e acrescenta as averbações feitas depois.
O que é a matrícula da certidão de casamento?
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Cenário-exemplo: 20 mil páginas/mês, 5 min por página. Faça a conta com os números da sua operação.A matrícula é o código único que identifica o registro de casamento em todo o país. O art. 2º do Provimento CNJ nº 63/2017 determina que as certidões de casamento, nascimento e óbito, “sem exceção”, passem a consignar a matrícula com o código nacional da serventia, o código do acervo, o tipo do serviço, o tipo de livro, o número do livro, a folha, o termo e o dígito verificador.
A cartilha da Corregedoria Nacional de Justiça detalha a estrutura da matrícula de 32 dígitos: 6 dígitos do Código Nacional da Serventia (CNS), 2 do acervo (01 para acervo próprio, 02 para incorporado), 2 do serviço (sempre 55, registro civil), 4 do ano do registro, 1 do tipo de livro, 5 do número do livro, 3 da folha, 7 do termo e 2 dígitos verificadores. No casamento civil, o tipo de livro é 2 (Livro B). No casamento religioso com efeito civil, o tipo é 3 (Livro B Auxiliar).
O Provimento CNJ nº 182/2024 levou a matrícula e os modelos únicos de certidão para o Código Nacional de Normas, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2025, segundo o Operador Nacional do Registro Civil (ON-RCPN). Para Gustavo Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil, a modernização do registro civil é “um marco importante para o país”, com ganho de segurança documental e de padronização.
Qual a diferença entre casamento e união estável na comprovação do estado civil?
A união estável é a entidade familiar configurada na “convivência pública, contínua e duradoura”, pelo art. 1.723 do Código Civil. A união estável não altera o estado civil registrado da pessoa e não gera certidão de casamento. A prova da união estável vem de outros documentos, como escritura pública ou decisão judicial.
Na união estável, salvo contrato escrito, vale a comunhão parcial de bens (art. 1.725 do Código Civil). A validação de certidão de casamento, portanto, não serve para validar união estável: são documentos diferentes, com emissores e regras diferentes, e o fluxo automatizado precisa separar os dois casos logo na classificação.
Por que empresas precisam validar a certidão de casamento?
Empresas validam a certidão de casamento porque o estado civil muda direitos, garantias e obrigações do cliente, do colaborador e do tomador de crédito. O volume é alto: o IBGE registrou 948.925 casamentos civis em 2024, e 31,1% deles tiveram pelo menos um cônjuge divorciado ou viúvo. Cada recasamento traz uma certidão anterior com averbação e um nome que pode ter mudado mais de uma vez.
Klívia Brayner, gerente da pesquisa Estatísticas do Registro Civil do IBGE, relaciona o aumento da idade média ao casar ao adiamento do casamento civil e ao crescimento dos recasamentos. Em 2024, a idade média ao casar foi de 31,5 anos para homens solteiros e 29,3 anos para mulheres solteiras, em casamentos entre pessoas de sexos distintos.
No crédito imobiliário, o estado civil define quem assina o contrato. O art. 1.647 do Código Civil proíbe qualquer dos cônjuges, sem autorização do outro, de “alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis”, exceto no regime da separação absoluta. Uma alienação fiduciária assinada sem a anuência exigida fica exposta a questionamento. Segundo a Abecip, o SBPE financiou R$ 156,3 bilhões em 2025, para 457,7 mil imóveis.
Na previdência e nos benefícios, o cônjuge é dependente de primeira classe pelo art. 16 da Lei 8.213/1991, com dependência econômica presumida. Um caso julgado pela 5ª Vara Federal de Santos em 2022 mostra o risco: um homem declarou continuar casado com a segurada falecida, embora estivesse divorciado desde 1995, e causou prejuízo de R$ 56 mil ao INSS, segundo a Justiça Federal de São Paulo.
| Indicador | Número | Período | Fonte |
|---|---|---|---|
| Casamentos civis registrados | 948.925 | 2024 | IBGE |
| Variação dos casamentos sobre o ano anterior | 0,9% | 2024 contra 2023 | IBGE |
| Casamentos com cônjuge divorciado ou viúvo | 31,1% | 2024 | IBGE |
| Crédito imobiliário com recursos do SBPE | R$ 156,3 bilhões | 2025 | Abecip |
| Imóveis financiados pelo SBPE | 457,7 mil | 2025 | Abecip |
| Tentativas de fraude de identidade | 2,8 milhões | 1º semestre de 2026 | Serasa Experian |
| Crescimento das tentativas de fraude | 32,9% | 1º sem. 2026 contra 1º sem. 2025 | Serasa Experian |
Fonte: IBGE (2025), Abecip (2025) e Serasa Experian (2026).
A fraude de identidade não se limita aos bancos. Segundo Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, “a fraude de identidade não está restrita às instituições financeiras”.
O que a lei manda conferir na certidão de casamento?
A conferência da certidão de casamento segue quatro blocos de regras: a matrícula (Provimento CNJ nº 63/2017 e Código Nacional de Normas), o regime de bens (arts. 1.639 a 1.641 do Código Civil), o nome dos cônjuges (art. 1.565 do Código Civil e art. 57 da Lei de Registros Públicos) e as averbações (Lei 6.015/1973). Cada bloco responde a uma pergunta diferente do negócio.
Como conferir o regime de bens na certidão de casamento?
O regime de bens é a regra que define o que pertence a cada cônjuge e o que é comum. Pelo art. 1.640 do Código Civil, sem convenção, ou com convenção nula ou ineficaz, vigora a comunhão parcial. A escolha de outro regime (comunhão universal, participação final nos aquestos ou separação convencional) exige pacto antenupcial por escritura pública, e a certidão indica a data e o cartório desse pacto.
O art. 1.641 do Código Civil impõe a separação obrigatória em três casos, entre eles o da pessoa maior de 70 anos. Em 1º de fevereiro de 2024, o STF fixou no Tema 1.236 que esse regime “pode ser afastado por expressa manifestação de vontade das partes, mediante escritura pública”. O art. 1.639, §2º, admite ainda a alteração do regime com autorização judicial, o que gera averbação.
Quais averbações a certidão de casamento pode ter?
Averbação é a anotação feita à margem do registro para informar um fato posterior que altera o assento original. Na certidão de casamento aparecem, entre outras, a alteração de regime de bens, a alteração de nome, a separação, o divórcio, a nulidade ou anulação do casamento (art. 29, §1º, da Lei 6.015/1973) e o óbito de um dos cônjuges. Uma certidão com averbação de divórcio prova que a pessoa foi casada, não que continua casada.
Como conferir o nome alterado após o casamento?
O art. 1.565, §1º, do Código Civil diz que “qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro”. Desde a Lei 14.382/2022, o art. 57 da Lei de Registros Públicos permite, direto no cartório, a “inclusão ou exclusão de sobrenome do cônjuge, na constância do casamento”. O jurista Flávio Tartuce, presidente do IBDFAM-SP, explica que o sobrenome adotado passou a ser tratado como direito da personalidade, que o titular pode manter ou renunciar.
| Ponto de conferência | Regra | Base legal | O que a validação checa |
|---|---|---|---|
| Matrícula | 32 dígitos com cartório, livro, folha, termo e dígito verificador | Provimento CNJ nº 63/2017, art. 2º | Estrutura, tipo de livro 2 ou 3 e dígito verificador |
| Regime supletivo | Comunhão parcial sem pacto antenupcial | Código Civil, art. 1.640 | Regime declarado e existência de pacto |
| Separação obrigatória | Maior de 70 anos, causas suspensivas, suprimento judicial | Código Civil, art. 1.641; STF Tema 1.236 | Idade na data do casamento e escritura que afaste o regime |
| Alteração do regime | Autorização judicial a pedido de ambos | Código Civil, art. 1.639, §2º | Averbação de novo regime |
| Anuência conjugal | Venda ou garantia real de imóvel exige autorização do outro | Código Civil, art. 1.647, I | Regime e cônjuge que precisa assinar |
| Sobrenome | Inclusão ou exclusão do sobrenome do cônjuge em cartório | Lei 6.015/1973, art. 57 | Nome atual contra nome no RG, CPF e cadastro |
| Dependência | Cônjuge com dependência econômica presumida | Lei 8.213/1991, art. 16, §4º | Casamento vigente, sem averbação de divórcio ou óbito |
Fonte: elaboração própria com base no Código Civil, na Lei 6.015/1973, na Lei 8.213/1991, no Provimento CNJ nº 63/2017 e no STF (Tema 1.236).
Como a conferência de estado civil é feita hoje e onde ela falha?
A conferência de estado civil, na maioria das empresas, ainda é feita por um analista que abre o PDF ou a foto da certidão de casamento, lê os campos e compara com o cadastro. O analista confere nome, data e regime de bens e segue para o próximo documento.
A certidão de casamento é um documento difícil para a leitura manual. Existem certidões anteriores à matrícula, certidões em inteiro teor, certidões digitais com assinatura eletrônica, casamentos religiosos com efeito civil no Livro B Auxiliar e certidões com várias averbações no verso ou no corpo.
Os gargalos mais comuns na conferência manual da certidão de casamento são estes:
- O analista não confere a estrutura da matrícula e aceita certidões com tipo de livro errado, número de dígitos incompleto ou dígito verificador inválido.
- O analista lê o regime de bens, mas não verifica se há pacto antenupcial indicado nem se uma averbação posterior mudou o regime.
- O analista ignora as averbações e aceita como prova de casamento vigente uma certidão que já traz divórcio ou óbito averbado.
- O analista compara o nome da certidão com o RG e trava o cadastro quando o sobrenome mudou, sem entender que a divergência é legítima.
- O analista não cruza a idade dos cônjuges na data do casamento e deixa passar um regime incompatível com a separação obrigatória do art. 1.641 do Código Civil.
- A equipe aceita cópia antiga da certidão e não registra a data de emissão, o que impede saber se o documento reflete a situação atual.
O custo desses erros aparece depois. No crédito imobiliário, uma assinatura que falta atrasa o registro do contrato. No benefício, um cônjuge já divorciado segue como dependente. O caso julgado em Santos, com prejuízo de R$ 56 mil ao INSS, começou com uma declaração de estado civil que ninguém conferiu contra a certidão atualizada.
Como automatizar a validação da certidão de casamento com IA, passo a passo?
A validação automática da certidão de casamento combina leitura do documento (OCR e visão computacional), regras determinísticas sobre a matrícula e a lei, e modelos de linguagem que interpretam campos livres, como as averbações.
- Classifique o documento na entrada. O sistema identifica se o arquivo é certidão de casamento, certidão de nascimento, escritura de união estável ou outro documento, e separa certidão em breve relato de certidão em inteiro teor. Essa etapa evita que uma escritura de união estável seja tratada como prova de casamento.
- Extraia os campos estruturados. A IA lê a matrícula, os nomes dos cônjuges antes e depois do casamento, CPF, datas de nascimento, data do registro, regime de bens, dados do pacto antenupcial e o texto das averbações.
- Valide a matrícula. O sistema confere os 32 dígitos, o código 55 do serviço de registro civil, o tipo de livro 2 (casamento civil) ou 3 (casamento religioso com efeito civil), a coerência do ano com a data do registro e o dígito verificador. Uma matrícula que falha nessa checagem é um sinal forte de adulteração ou erro de digitação.
- Interprete as averbações. O modelo de linguagem lê o texto livre das averbações e classifica cada uma: alteração de nome, alteração de regime, separação, divórcio, anulação ou óbito. O resultado é o estado civil atual, que pode ser diferente do que o registro original mostra.
- Confira o regime de bens contra a lei. O sistema verifica se o regime declarado exige pacto antenupcial, se algum cônjuge tinha mais de 70 anos na data do casamento e, nesse caso, se há escritura que afaste a separação obrigatória, como permite o Tema 1.236 do STF. O resultado indica, para o crédito imobiliário, se a anuência do cônjuge é exigida pelo art. 1.647 do Código Civil.
- Cruze os nomes e o CPF com os outros documentos. A IA compara o nome atual da certidão com o nome do RG, da CNH e da base cadastral, e aceita a divergência quando ela é explicada pela inclusão de sobrenome no casamento. A mesma lógica vale para a validação de CPF em documentos com IA, que confirma a titularidade em cada peça do dossiê.
- Decida e registre a trilha de auditoria. O sistema aprova, reprova ou encaminha para análise humana, com o motivo em linguagem clara (“averbação de divórcio encontrada”, “nome divergente sem averbação”). A trilha guarda a versão do documento, os campos extraídos e a regra aplicada.
Para operações de crédito, o fluxo se encaixa na esteira que já valida matrícula do imóvel, renda e documentos pessoais, como descreve o guia de automação da validação de documentos para financiamento imobiliário.
Como escolher entre conferência manual, OCR e IA para certidões de casamento?
A escolha depende do volume, da variação de formatos e do risco de cada decisão. A conferência manual atende poucos casos por mês. O OCR simples extrai texto, mas não entende averbação nem regime de bens. A IA de validação documental combina extração, regras e interpretação, e é a opção que acompanha certidões antigas, digitais e com várias anotações.
| Critério | Conferência manual | OCR com regras fixas | IA de validação documental |
|---|---|---|---|
| Leitura da matrícula de 32 dígitos | Visual, sujeita a erro | Extrai, sem checar coerência | Extrai e valida estrutura e dígito verificador |
| Leitura de averbações | Depende do analista | Texto bruto sem interpretação | Classifica divórcio, óbito, nome e regime |
| Nome alterado após casamento | Trava ou aprova por julgamento | Aponta divergência sem contexto | Explica a divergência pela averbação ou pelo assento |
| Regime de bens e anuência | Leitura manual do campo | Extrai o campo | Cruza regime, idade e pacto com a regra legal |
| Formatos antigos e inteiro teor | Lento | Falha com layouts variados | Lê layouts diferentes e manuscritos |
| Trilha de auditoria | Anotação manual | Log técnico | Motivo da decisão por campo e por regra |
Fonte: elaboração própria com base no Código Civil, na Lei 6.015/1973 e no Provimento CNJ nº 63/2017.
Na avaliação de fornecedores, peça testes com certidões reais da sua base, incluindo casos com averbação, e verifique se o sistema devolve o motivo de cada reprovação e integra por API.
Quais são os erros mais comuns na validação de certidão de casamento?
Os erros mais comuns na validação de certidão de casamento vêm de tratar o documento como uma foto do passado, e não como um registro vivo que recebe averbações. Cada erro abaixo tem uma consequência concreta:
- Aceitar certidão sem conferir averbações leva a incluir como dependente um ex-cônjuge, com custo de plano de saúde e risco de pagamento indevido de benefício.
- Ignorar o regime de bens no crédito imobiliário leva a contrato sem a anuência do cônjuge exigida pelo art. 1.647 do Código Civil, com risco de questionamento da garantia.
- Tratar união estável como casamento leva a aplicar regras de certidão a uma escritura, ou a exigir certidão de casamento de quem vive em união estável e tem direito ao benefício por outra prova.
- Reprovar automaticamente toda divergência de nome leva a travar clientes legítimos que acrescentaram o sobrenome do cônjuge, com perda de conversão e aumento de chamados.
- Não validar a matrícula leva a aceitar documentos montados, já que a estrutura de 32 dígitos e o dígito verificador são a checagem mais barata contra adulteração.
- Guardar a certidão sem registro de data de emissão leva a decisões baseadas em documento desatualizado, sem prova de qual versão foi analisada.
Como a Dynadok valida certidões de casamento?
A Dynadok é uma plataforma de validação automática de documentos com IA que lista a certidão de casamento entre os documentos de identificação que analisa, ao lado de RG, CNH, CPF, passaporte e certidão de nascimento. A plataforma lê imagens, PDFs e manuscritos em layouts diferentes, extrai os campos e cruza as informações entre os documentos do dossiê. Segundo a Dynadok, a plataforma reduz até 95% do tempo gasto com validação de documentos.
A validação da certidão de casamento conversa com a do documento de identidade. Quando o nome da certidão mostra o sobrenome acrescido, a mesma plataforma compara o resultado com a validação de RG com IA e com o CPF, e só aponta divergência quando ela não tem explicação no registro.
Construtoras já usam a tecnologia na esteira de crédito. Segundo Cássio Lapertosa, diretor de TI da Emccamp, a tecnologia da Dynadok “não só lê campos, mas interpreta documentos cruzando informações”. Na educação, a Unicesumar reduziu de 25 para 10 pessoas a equipe de análise de documentos do Prouni, segundo depoimento de Karla Lemos, gerente de CSC, publicado pela Dynadok.
Perguntas frequentes sobre validação de certidão de casamento
A certidão de casamento tem prazo de validade?
Não. A lei não fixa validade para a certidão de casamento, mas o documento mostra a situação do registro só até a data de emissão. Por isso bancos e empresas pedem certidão recente, que já traga eventuais averbações.
Quantos dígitos tem a matrícula da certidão de casamento?
A matrícula da certidão de casamento tem 32 dígitos, segundo a cartilha da Corregedoria Nacional de Justiça. Os dígitos identificam cartório, acervo, serviço, ano, tipo de livro, livro, folha, termo e dois dígitos verificadores.
Qual o código do livro de casamento na matrícula?
O código do livro de casamento é 2, que corresponde ao Livro B. O casamento religioso com efeito civil usa o código 3, do Livro B Auxiliar. O código fica na 15ª posição da matrícula.
Certidão antiga sem matrícula ainda vale?
Sim, a certidão emitida antes do Provimento CNJ nº 63/2017 continua válida como prova do registro. Para crédito e benefícios, porém, a empresa costuma pedir segunda via atualizada, que traz a matrícula e as averbações recentes.
O que é certidão de casamento em inteiro teor?
A certidão em inteiro teor reproduz o assento de casamento por completo, com todas as anotações. A certidão em breve relato traz só os campos principais. A IA precisa ler os dois formatos e separar os campos.
Qual o regime de bens quando a certidão não indica pacto antenupcial?
O regime é a comunhão parcial de bens. O art. 1.640 do Código Civil define a comunhão parcial para quem não fez pacto antenupcial ou fez pacto nulo ou ineficaz.
Quem tem mais de 70 anos pode escolher o regime de bens?
Sim. O art. 1.641 do Código Civil impõe separação obrigatória a maiores de 70 anos, mas o STF decidiu no Tema 1.236, em fevereiro de 2024, que o casal pode afastar essa regra por escritura pública.
O regime de bens pode mudar depois do casamento?
Sim. O art. 1.639, §2º, do Código Civil permite alterar o regime de bens por autorização judicial, a pedido motivado dos dois cônjuges e ressalvados os direitos de terceiros. A mudança aparece como averbação na certidão.
O cônjuge precisa assinar o financiamento imobiliário?
Depende do regime de bens. O art. 1.647 do Código Civil exige autorização do outro cônjuge para alienar ou gravar de ônus real bens imóveis, exceto no regime da separação absoluta.
Como a IA sabe se a pessoa ainda é casada?
A IA lê as averbações da certidão de casamento e procura registros de divórcio, separação, anulação ou óbito. Sem nenhuma dessas averbações em certidão recente, o estado civil de casado se confirma.
A divergência de sobrenome entre certidão e RG é fraude?
Não necessariamente. O art. 1.565 do Código Civil permite acrescentar o sobrenome do cônjuge, e o art. 57 da Lei 6.015/1973 permite incluir ou excluir esse sobrenome em cartório. A validação confere se a certidão explica a divergência.
O que é averbação na certidão de casamento?
Averbação é a anotação de um fato posterior ao casamento, como mudança de nome, alteração de regime, divórcio ou óbito. A averbação altera o que a certidão prova e precisa ser lida em toda validação.
União estável substitui a certidão de casamento?
Não. A união estável é comprovada por escritura pública, registro ou decisão judicial, e não altera o estado civil registrado. Planos, previdência e imposto de renda têm regras próprias para aceitar o companheiro.
Qual o regime de bens da união estável?
Na união estável vale a comunhão parcial de bens, salvo contrato escrito entre os companheiros, segundo o art. 1.725 do Código Civil. A regra é a mesma do casamento sem pacto antenupcial.
O cônjuge é dependente automático no INSS?
Sim. O art. 16 da Lei 8.213/1991 coloca o cônjuge entre os dependentes de primeira classe, e o §4º presume a dependência econômica. A certidão de casamento sem averbação de divórcio comprova o vínculo.
Posso incluir o cônjuge no plano de saúde da empresa?
Sim, na maioria dos planos coletivos empresariais o cônjuge entra como dependente. Segundo a Axenya, a documentação exigida para o cônjuge é a certidão de casamento, conferida pela empresa ou pela operadora.
O cônjuge pode ser dependente no imposto de renda?
Sim. Segundo o Correio Braziliense, no IRPF 2026 o cônjuge pode ser dependente com casamento formal, e o companheiro com união estável de mais de cinco anos ou filho em comum.
A IA consegue detectar certidão de casamento falsa?
A IA detecta sinais fortes de adulteração: matrícula com estrutura inválida, dígito verificador errado, tipo de livro incoerente e campos que não batem com outros documentos. Casos suspeitos seguem para análise humana ou consulta ao cartório.
A validação automática respeita a LGPD?
Sim, quando a empresa trata só os dados necessários para a finalidade, registra a base legal e guarda a trilha de auditoria. Certidões de casamento têm dados pessoais de duas pessoas, e ambos os titulares precisam ser considerados.
Quanto tempo leva para validar uma certidão de casamento com IA?
A extração e a checagem de regras levam segundos por documento. Segundo a Dynadok, a plataforma reduz até 95% do tempo gasto com validação de documentos em comparação com a análise manual.
Conclusão
A certidão de casamento concentra informações que mudam decisões: o estado civil atual, o regime de bens, o nome correto e a anuência exigida em imóveis. Com 948.925 casamentos civis registrados em 2024, segundo o IBGE, e a fraude de identidade crescendo 32,9% em um ano, conferir matrícula, averbações e nomes à mão deixou de ser opção segura.
Para validar certidões de casamento e o restante do dossiê em segundos, com trilha de auditoria, conheça a plataforma de validação de documentos com IA da Dynadok e agende uma demonstração.
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Como citar este artigo
ABNT: DYNADOK. Validação de certidão de casamento com IA: como automatizar a conferência de estado civil. Blog Dynadok, 23 set. 2026. Disponível em: https://blog.dynadok.com/validacao-de-certidao-de-casamento-com-ia/. Acesso em: 23 set. 2026.
APA: Dynadok. (2026, 23 de setembro). Validação de certidão de casamento com IA: como automatizar a conferência de estado civil. Blog Dynadok. https://blog.dynadok.com/validacao-de-certidao-de-casamento-com-ia/
Referências
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ALENCAR, Samuel. Dependentes no plano de saúde empresarial: quem pode incluir. Axenya, 6 abr. 2026. Disponível em: https://www.axenya.com/recursos/blog/dependentes-plano-saude-empresarial-quem-pode-incluir. Acesso em: 23 set. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Provimento nº 63, de 14 de novembro de 2017, art. 2º. LegJur. Disponível em: https://www.legjur.com/legislacao/art/prov_cnj1810202000000632017-2. Acesso em: 23 set. 2026.
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Corregedoria Nacional de Justiça. Cartilha dos novos modelos de certidão do registro civil. Disponível em: https://www.tjba.jus.br/corregedoria/wp-content/uploads/pdf/cartilha01.pdf. Acesso em: 23 set. 2026.
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